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De um modo geral, toda perda gera frustração. E normalmente, nesse processo passamos por um processo de luto, de maior ou menor intensidade, dependendo do grau de afinidade que tínhamos pelo trabalho, desafios, colegas...


Fazer de conta que já passou é querer enganar o próprio coração.

Passar pelo processo é natural, inerente. Não podemos ter medo de nenhuma das fases. Elas passam se soubermos passar por elas. Não quero radicalizar. Mas observo diariamente em que fase estou. Se avancei ou se estagnei.


O meu processo foi um pouco diferente. Comecei nele antes mesmo de deixar o emprego. Portanto, as primeiras fases ocorreram ainda mesmo empregada. Estranho né? Não, isso aconteceu porque a minha transição aconteceu ainda no emprego.

As etapas são componentes sequenciais, inerentes do processo. São elas:

- Choque: reação inicial à perda do emprego. Normalmente acontece no dia D (dia do acontecimento). Ficamos atordoados com o acontecido. Se a transição é intencional, tomada a partir do profissional, ela também ocorre, porém em menor intensidade. Lembre-se que toda saída de emprego, é uma perda. Sempre perdemos algo. Deixamos pra trás.

- Negação: Mecanismo de defesa que a própria pessoa utiliza de forma inconsciente e que a leva a não acreditar ou a não querer acreditar no que aconteceu. Geralmente a pessoa usa expressões do tipo “Eu não acredito que isto tenha me acontecido”, “não pode ser possível”.


- Culpa: É um sentimento muito comum. As pessoas começam a pensar em tudo o que poderiam ter dito ou feito para impedir essa saída. Por outro lado, a culpa também pode surgir em consequência do alívio de algo que nos fazia sofrer.

- Raiva: Em alguns casos, o indivíduo revolta-se contra a perda, isto é, sente-se muito zangado e irritado por estar vivendo aquela situação.

- Depressão: Etapa em que a pessoa já teve a tomada de consciência do que aconteceu e por isso, sente-se frequentemente triste, não tem prazer nas atividades. Não consegue pensar nas ações.

- Reintegração: É a última etapa do processo, na qual a pessoa volta à “vida normal”. Aceita-se o acontecido e começa a planejar agora as próximas etapas da vida. Essa fase é enriquecedora e pode abrir grandes oportunidades pro novo.


Todas estas fases são sequenciais, mas isto não implica que a sequência seja linear como foi descrita. Este processo irá variar de pessoa para pessoa, de acordo com as características e vicissitudes de cada um de nós.

O importante sempre é saber que esses sentimentos podem existir e são absolutamente normais se vividos de maneira serena e consciente.

Lembre-se sempre que toda perda também é um ganho.


Diga Sim à Felicidade

Psicóloga Carolina Mirabeli CRP 06/69647

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